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Guia politicamente incorreto da História do Brasil

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Sao Paulo. 23 cm. 367 p. Encuadernación en tapa blanda de editorial ilustrada. Idioma portugués .. Este libro es de segunda mano y tiene o puede tener marcas y señales de su anterior propietario.


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Sao Paulo. 23 cm. 367 p. Encuadernación en tapa blanda de editorial ilustrada. Idioma portugués .. Este libro es de segunda mano y tiene o puede tener marcas y señales de su anterior propietario.

30 review for Guia politicamente incorreto da História do Brasil

  1. 4 out of 5

    khordofon

    Tive muitas dúvidas sobre que nota dar: 3 estrelas seria a mais correta, mas achei que mereceu mais, então arredondei para 4. (calma) TL;DR ahead: Por que este livro é "politicamente incorreto"? Por três razões: 1- Ele traz historiografia produzida nas universidades, pouco ou não acessível aos não-acadêmicos, não-historiadores; 2- Ele abertamente cita a historiografia marxista como culpada por equívocos históricos. 3- Ele tem um capítulo sobre Ditadura Civil-Militar. ISSO SIM perturba. Sobre o 1, jove Tive muitas dúvidas sobre que nota dar: 3 estrelas seria a mais correta, mas achei que mereceu mais, então arredondei para 4. (calma) TL;DR ahead: Por que este livro é "politicamente incorreto"? Por três razões: 1- Ele traz historiografia produzida nas universidades, pouco ou não acessível aos não-acadêmicos, não-historiadores; 2- Ele abertamente cita a historiografia marxista como culpada por equívocos históricos. 3- Ele tem um capítulo sobre Ditadura Civil-Militar. ISSO SIM perturba. Sobre o 1, jovem esquerdista, não tema. Se você fizer UFF, certamente se deparará com nomes como Daniel Aarão Reis, Eliza Frühauf Garcia, Jorge Ferreira, Marcelo Bittencourt, Luciano Raposo e Karla Carloni. Se fizer UFRJ, Francisco Doratioto e Zé Murilo e Carvalho. Todos mestres ou doutores em várias áreas. E eles vão te ensinar e passar bibliografia que é mais ou menos isso que o Narloch fala no livro dele. Sobre o 2, não vejo problema. Afinal, também falamos da historiografia positivista. Não faz mal. Sobre o 3, minhas opiniões lá embaixo. Voltando a falar sobre o 1 e desenvolvendo, é isso: o livro traz ao grande público a historiografia que só é ensinada na academia. Coisas que nós achamos normais como afirmações de que os índios muitas vezes se uniam aos europeus para combater outras tribos, ou que criavam sociedades mestiças junto dos portugueses, ou que tinham poder colonial até certa parte, ou que muitos ex-escravos forros tornavam-se escravagistas também, ou que os grandes e poderosos reinos africanos comercializavam escravos capturados com os portugueses: tudo normal. Comum. A ideia de que Aleijadinho era personagem criado? Normal também. A de que a Guerra do Paraguai não foi o massacre que as escolas pintam? OK. A da obsessão com a cultura nacional, que tomou ares até autoritários e foi usada pelo fascismo? Não vemos problemas: são coisas estudadas nas faculdades. E por isso eu acho ele importante: porque enquanto eu achei IDIOTA o Narloch ter posto uma página-destaque só pra falar da etimologia da palavra "escravo" (que vem de "eslavo", já que muitos eram capturados tanto por outros europeus quanto por muçulmanos para o tráfico do norte da África), pensei: poxa, quantas pessoas não devem saber disso? Nós estudamos muito sobre como o conhecimento acadêmico passa para o conhecimento escolar (não muito, de forma bem deturpada, e bem difícil de lutar contra uma tradição historiográfica tão presente na vida de milhões de brasileiros, de professores velhos e muitas vezes de historiografias superadas, de livros também velhos ou escrotíssimos como os do Mário Schmidt) e esse livro meio que incorpora isso. A parte mais legal, eu acho, foi que ele conseguiu trazer ao grande público a questão da discussão historiográfica: em vários capítulos ele mostra e a evolução das crenças e explica um pouco de como a pesquisa histórica é feita, a metodologia e a importância de ter fontes primárias para apoiar um trabalho. E antigamente era mais fácil passar por cima disso nos meios universitários - não que hoje não seja, fora deles, vide os linchamentos reais e virtuais promovidos por posts no Facebook. Dizer que o Narloch é "extrema-direita" chega a ser de má-fé, a não ser que concordemos em chamar Eric "Stalin nem era tão ruim assim" Hobsbawm de "extrema-esquerda" e passemos a dizer que os livros dele são muito parciais e por isso não devem ser levados a sério. O que eu acho é que muita gente já foi no livro com a vontade de ficar puto, então pegou ele falando que "a escravidão não era bem assim, muitos eram alforriados, a maior parte dos senhores era de pobre a miserável, boa parte dos forros compravam escravos também, por aí vai" e já transforma em "como assim o cara diz que as coisas não eram 8 ou 80? Então quer dizer que ele acha que tudo era 8! Que tudo era de boa! Assassino! Apologista! Escravista! Fascista!" etc. Minha opinião geral sobre os capítulos está nas notas que fiz aqui mesmo no GR enquanto lia, é só dar uma olhada. Discordo de algumas coisas que ele fala e de como ele põe algumas coisas - achei escroto o fim do capítulo sobre o Acre, em que ele basicamente fala pra destacar parte do Norte do Brasil; e achei que o argumento dele de que podem ter ido tantos ou mais escravos brancos quanto negros em diferentes momentos de escravidão meio estranho, posto de forma pra confundir, simples demais. O capítulo mais polêmico deve ser mesmo o sobre os comunistas, já que ele fala da situação delicada da ditadura civil-militar. O livro é até um pouco defasado nesse aspecto - se não me engano a Comissão da Verdade (nome orwelliano) descobriu 434 mortos, 72 a mais do que a Comissão Especial tinha dito - mas tudo mais ou menos okay, porque essa edição é de 2011 (?), mas por que não fizeram mais uma pra corrigir isso? We just don't know Mas como eu ia dizendo, o capítulo sobre os comunistas se divide em basicamente duas partes: Prestes e Ditadura. Não vou comentar muito na do Prestes (nem tenho cacife pra isso), mas a da Ditadura é bem amarga porque é "O" assunto sagrado da historiografia brasileira de esquerda. Claro, não foi nada que não tivesse visto nas aulas do Jorge Ferreira e Daniel Aarão Reis - esses dois, aliás, constantemente acusados de terem virado a casaca, de serem reacionários, de terem dito "tudo que a direita queria ouvir" - mas o jeito que ele colocou, apesar de não fazer ele parecer um pró-ditadura (ele realmente detesta os militares), deixa ele bem, bem anti-comunista; para ele parece que a ditadura foi uma luta do ruim contra o pior ainda, e o ruim teria saído vitorioso. Os focos são basicamente as trapalhadas dos grupos revolucionários armados (muitas), as traições internas, os crimes que cometeram e o que "poderia ter sido". Essa última parte é especialmente interessante porque constantemente acreditamos, por estarmos no presente, que é "óbvio que um Brasil socialista/comunista NUNCA aconteceria", e que a truculência militar foi exagerada, cruel e paranoica, como se chutando um cachorro morto, mas na época a coisa era séria. E sempre que surgem as comparações dos mortos da ditadura, a coisa fica difícil de discutir. Eu não discutirei. Não comprei bem a tese dele sobre o milagre econômico, mas não sei explicar o porquê agora. E achei que ele poderia ter escrito sobre os militares que também foram perseguidos pela ditadura - gente que não concordava, que foi morta, torturada ou expulsa dos quadros - mas ele cai no lugar-comum de esquerda de colocar os militares como "gorilas burros". Em resumo, é um livro que leva a historiografia comum das faculdades para algo fácil de se ler e acessível. É claro que o que ele faz e escreve é seleto - muita coisa poderia ter entrado aí, mas não entrou por mil razões - e que ele tem uma visão liberal, ou de direita, ou no mínimo de "o mundo não é feito por grupos antagônicos, um bom e um ruim, o bom sempre oprimido e o ruim sempre opressor". Pode não ser a visão com que você concorda, tudo bem, mas "fulano é de direita, não leia" é tão idiota quanto "fulano é de esquerda, não leia". Tem algumas partes escrotas, algumas partes que podiam ser melhor desenvolvidas, algumas partes que foram escritas de forma ambígua, mas, no geral, o livro consta com uma bibliografia respeitosa e os capítulos que tratam do passado mais distante são bem legais, mostram uma visão mais humana das relações sociais da época. É preciso ler não pensando "então o mundo era O CONTRÁRIO DO QUE ESSES COMUNISTAS VERMELHOS FALAVAM!!!", e sim pensando "então o mundo não era apenas assim, tinha mais além disso". Os mais fracos, confusos ou precisando de uma bibliografia melhor são os que falam de coisas mais recentes, nomeadamente, o dos Comunistas; e os que falam de pessoas individuais, que mais parece birra - o dos Escritores e do Santos Dumont é bem assim; o do Aleijadinho tem informações teóricas interessantes. Quer saber? Abaixei para 3 estrelas. 3.5 se pudesse. Para um historiador, ele não vai adicionar muita coisa - o que eu mais aprendi foi que SÍFILIS É UMA DOENÇA AMERICANA!! O___O existem estudos e duas teorias sobre isso mas a mais backupada é da que o strain atual é americano mesmo, pego pelos navegadores em suas viagens pra cá e levada pra zoropa para acabar fodendo a porra toda, literal e figurativamente - mas para o historiador, não vai ter muita coisa nova aí (e vai ter treta por causa do último capítulo que é o nosso ponto fraco). Foi mais do que eu esperava, mas bem previsível quando se falou da esquerda.

  2. 4 out of 5

    Henrique Cassol

    Assim como no título o escritor não deixa de se posicionar "politicamente" em todos os capítulos, demonstrando ser de extrema direita e, por vezes, preconceituoso ao achar que a ditadura nem foi tão mal assim "afinal na Argentina foram mais de 30 mil desaparecidos ou torturados e no Chile 3 mil" O livro retrata uma série de fatos desencontrados e passagens curtas sem etabelecer o contexto histórico e político da época em que se passava, como ao criticar Zumbi dos Palmares por ter escravos em seu Assim como no título o escritor não deixa de se posicionar "politicamente" em todos os capítulos, demonstrando ser de extrema direita e, por vezes, preconceituoso ao achar que a ditadura nem foi tão mal assim "afinal na Argentina foram mais de 30 mil desaparecidos ou torturados e no Chile 3 mil" O livro retrata uma série de fatos desencontrados e passagens curtas sem etabelecer o contexto histórico e político da época em que se passava, como ao criticar Zumbi dos Palmares por ter escravos em seu poder. Portanto, o livro serve apenas a título de curiosidade humorística do Brasil e não a sua verdadeira história em face do que foi contruído em mais de 500 anos.

  3. 5 out of 5

    Marcio Rafael Maciel

    Um livro bem interessante. A primeira coisa que precisa ter em mente ao pegá-lo é que ele não é um trabalho historiográfico. O autor deixa claro que o interesse dele com esse livro é "incomodar o maior número de pessoas possível" ao mostrar um lado da história que as pessoas não conhecem. A primeira coisa que me chamou a atenção nele foi justamente isso: como assim as pessoas não sabem? E quando eu fiz essa pergunta, eu me toquei que nela já estava contida a resposta: os estudos acadêmicos estão Um livro bem interessante. A primeira coisa que precisa ter em mente ao pegá-lo é que ele não é um trabalho historiográfico. O autor deixa claro que o interesse dele com esse livro é "incomodar o maior número de pessoas possível" ao mostrar um lado da história que as pessoas não conhecem. A primeira coisa que me chamou a atenção nele foi justamente isso: como assim as pessoas não sabem? E quando eu fiz essa pergunta, eu me toquei que nela já estava contida a resposta: os estudos acadêmicos estão muito distante do que é ensinado nas escolas e do "senso comum" das pessoas sobre história. Desde o começo da faculdade, aprendemos sobre os índios matando índios, negros tendo escravos, o "mito" do alejadinho, entre outras coisas. Mas esse é um conhecimento que está restrito à academia. O que o livro do Narloch tenta trazer é uma nova visão sobre esse "senso comum", tirando o debate do círculo acadêmico. A historiografia que rege o que todos tem como "verdade" na história brasileira é uma historiografia com um viés ainda muito influenciado pela ditadura militar. Somente agora, com um distanciamento mínimo daqueles eventos - assim como a polarização ideológica que marcou quase a totalidade do século passado - é que novos historiadores estão lançando um olhar revisionista sobre o nosso passado. Apesar deste livro não se encaixar nesse caso, ele trás a tona essa discussão. O que é bom, especialmente para refletir que alguns paradigmas que temos como verdades absolutas podem não ser tão verdadeiras assim. Recomendadíssmo. Para todo mundo! (só dei 3 estrelas pq eu já sabia de quase tudo... >=P)

  4. 4 out of 5

    Marcelo Sanches Barce

    Medíocre, um livro extremamente parcial que ignora contextos históricos importantes do país e tenta diminuir a importância de alguns personagens brasileiros utilizando fatos isolados com o intuito de reforçar as opiniões ultra conservadoras do autor. Chega ao cúmulo de inferiorizar africanos e indígenas, como se a miséria desses fosse consequência de seus próprios atos e não da exploração dos colonizadores. O autor ainda louva os Bandeirantes como se estes fossem os heróis da nação, além de exalta Medíocre, um livro extremamente parcial que ignora contextos históricos importantes do país e tenta diminuir a importância de alguns personagens brasileiros utilizando fatos isolados com o intuito de reforçar as opiniões ultra conservadoras do autor. Chega ao cúmulo de inferiorizar africanos e indígenas, como se a miséria desses fosse consequência de seus próprios atos e não da exploração dos colonizadores. O autor ainda louva os Bandeirantes como se estes fossem os heróis da nação, além de exaltar o Golpe de 1964 como se tal governo não tivesse culminado numa situação deplorável de economia e desigualdade social. Se este livro fosse sobre a África do Sul, o autor provavelmente justificaria o Apartheid com o argumento de que 2 ou 3 negros cometeram um crime hediondo e portanto a segregação racial tinha seu "fundo de razão", ainda me arrisco a dizer que ele terminaria o assunto dizendo que Nelson Mandela não foi um herói, pois tinha um relacionamento tumultuado com sua família. É neste nível de argumentação que Leandro Narloch tenta "desmistificar" as minorias e alguns personagens marcantes da história do Brasil.

  5. 5 out of 5

    Michele

    Pretty sure I couldn't want to punch Leandro Narloch in the face more after finishing this misleading, poorly written and so obviously slanted piece o' something or another. Some interesting bits of Brazilian history (Aleijadinho and samba) but overall racist, practically pro-slavery, regionalist, pro-military dictatorship and even kinda pro-torture (hey, them commies deserved it!). (I swear he sorta even cheers on the deportation of the pregnant Jewish lady who died in the gas chambers some yea Pretty sure I couldn't want to punch Leandro Narloch in the face more after finishing this misleading, poorly written and so obviously slanted piece o' something or another. Some interesting bits of Brazilian history (Aleijadinho and samba) but overall racist, practically pro-slavery, regionalist, pro-military dictatorship and even kinda pro-torture (hey, them commies deserved it!). (I swear he sorta even cheers on the deportation of the pregnant Jewish lady who died in the gas chambers some years later..) This book actually ends with "Viva o Brasil capitalista!" Then again, I'd expect nothing less from a Veja writer.... Ugh. It's terribly frustrating that this book was on the bestseller list for so long AND that I went and contributed to that by buying it. Basically, the worst of conservative Brazilian dreck that thinks the poor probs deserve their suffering anyway.

  6. 4 out of 5

    Danielle Sales

    Fazia tempo que eu não lia um livro tão bom. Neste, Leandro Narloch desfaz mitos da sociedade brasileira de forma sarcástica e inteligente. Quer saber o que um desfile de escola de samba tem a ver com a ditadura? Você acha que Jorge Amado sempre teve uma postura comunista exemplar? Acredita que Gregório de Matos era uma pessoa só? Então leia este livro!

  7. 5 out of 5

    Esther Botelho

    Tem seu valor mas deve ser lido criticamente As opiniões sobre este livro costumam ser bastante polarizadas. É possível encontrar resenhas que afirmam que esse livro traz a verdade escondida de todos enquanto outros o colocam como um livro "para vender", feito com este fim e não necessariamente de passar adiante algum conhecimento. As críticas negativas tem algum fundamento, obviamente. É um livro que se propõe a falar de história porém com um autor que é jornalista e não historiador. Além disso, Tem seu valor mas deve ser lido criticamente As opiniões sobre este livro costumam ser bastante polarizadas. É possível encontrar resenhas que afirmam que esse livro traz a verdade escondida de todos enquanto outros o colocam como um livro "para vender", feito com este fim e não necessariamente de passar adiante algum conhecimento. As críticas negativas tem algum fundamento, obviamente. É um livro que se propõe a falar de história porém com um autor que é jornalista e não historiador. Além disso, todo livro traz uma mensagem e a deste é que há aspectos da história que lhe foram propositalmente escondidos. Este talvez seja o maior ponto de discórdia. Vários historiadores e estudiosos se sentiram surpresos, eu inclusa, de notar que determinados fatos não são passados para a população leiga. Posso citar como exemplo o da criação do samba e do personagem Aleijadinho como "produtos essencialmente nacionais", o posicionamento acerca da Guerra do Paraguai e dos índios em relação à colonização... São fatos que eu vi serem discutidos na escola, então fiquei surpresa de saber que em outras instituições de ensino, não se ensinava da mesma forma. O motivo, segundo os historiadores, é que a pesquisa histórica é uma ciência porém não exata. Tentamos entender o passado com base em documentos, cartas e outros relatos de pessoas que não estão mais aqui. Com isso, a história passa a ser dependente também dos fatos e das interpretações do mesmos. Sendo uma ciencia, portanto, ela pode vir a ser recontada a luz de novos fatos. Um exemplo, citado no livro inclusive, era a crença de que Dom Pedro I era violento com suas esposas e amantes. Recentemente, os corpos destas mulheres foram novamente examinados e não foi encontrada evidência de que havia maus tratos físicos. A história foi corrigida. O problema do livro é colocar essas "incoerências" como se fossem propositais, como se houvesse um interesse coletivo em se omitir certas informações. Porque ao fazer isso, alguém tem que ser culpado. No livro, fica a impressão de o culpado são as pessoas de esquerda. Para tanto, em alguns capítulos, como os dos negros, chega a existir alguns trechos incoerentes e que pecam justamente por não levar em consideração que a história não é um amontoado de fatos e que tudo deve ser analisado em conjunto com os fatores econômicos, políticos e sociais da época. Um desses trechos é bem trabalhado pelo Filipe do canal Xadrez Verbal, (link:https://xadrezverbal.com/2014/02/28/e...) como transcrevo abaixo: "Narloch dá exemplos desses processos únicos, sem notar que eles invalidam seu próprio argumento. Ao contar a história de Zé Alfaiate: “O mais provável, porém, é que visse no comércio de gente uma chance comum e aceitável de ganhar dinheiro, como costurar ou exportar azeite.(…) Zé Alfaiate. Ex-escravo e traficante, foi ao mesmo tempo vítima e carrasco da Escravidão”. O trecho explicita que o tráfico de escravos torna-se larga atividade mercantil, baseada apenas na moeda, que Zé Alfaiate, negro, detém; longe então do apresamento pela guerra, que ele usa, erroneamente, como comparação." Em outros capítulos, como o da Guerra do Paraguai, o livro traz quase um resumo do que foi trabalhado no livro História das Guerras do Doratiotto. Ou seja, ele traz um conhecimento das academias para os leigos e o vende como se fosse algo super escondido da população. Apesar de tudo isso, acredito que o livro tenha o seu valor para a população leiga se esta o ler criticamente. Afinal, há poucas obras de qualidade voltadas (ou divulgadas) para o público leigo o que da margem para que surjam livros mais sensacionalistas. Narloch deixa transparecer, talvez até sem notar, que a história não é só uma colcha de retalhos dos fatos. A história vai sendo reinterpretada conforme documentos e outros fatos vão sendo descobertos. Por estes motivos, por trazer a discussão de como a história é contada e entendida como ciência, é que não dou uma avaliação baixa para este livro. Dou três estrelas porque foi ok, mas me motivou a pesquisar melhor alguns assuntos para confirmá-los e porque pode servir como ponto de partida para que outros aprofundem seus conhecimentos de história. Por fim gostaria de deixar meu agradecimento aos meus professores de história que sempre me ensinaram a questionar e ter um posicionamento crítico diante da vida.

  8. 4 out of 5

    Winola Weiss

    O propósito do livro - levar o revisionismo além do círculo acadêmico - é louvável. No entanto, a apresentação do conteúdo é decepcionante. O autor, que brada contra os "obsoletos dogmas históricos", apresenta a sua pesquisa como verdade histórica indiscutível, pilheriando outras teorias a seu bel-prazer. Esse tipo de atitude contraria o verdadeiro espírito historiográfico, que procura sempre olhar para o passado de uma forma diferente, tentando compreender todos os pontos de vista da época em O propósito do livro - levar o revisionismo além do círculo acadêmico - é louvável. No entanto, a apresentação do conteúdo é decepcionante. O autor, que brada contra os "obsoletos dogmas históricos", apresenta a sua pesquisa como verdade histórica indiscutível, pilheriando outras teorias a seu bel-prazer. Esse tipo de atitude contraria o verdadeiro espírito historiográfico, que procura sempre olhar para o passado de uma forma diferente, tentando compreender todos os pontos de vista da época em questão. E o pior: ensina aos jovens e adultos que o lêem a agirem do mesmo modo.

  9. 5 out of 5

    Mathi Fonseca

    During primary school and high school, teachers impose their views on the students, without leaving a single thread of possibility to question them. Because "history is history", and it's on this and that book, and how dare you question my word? Right? During tests, you learn to write not only exactly what's on the book, but also in the way your teacher likes it. Almost as if your test should be a caress to their egos, showing how much attention you paid and how well you can memorize dates and fa During primary school and high school, teachers impose their views on the students, without leaving a single thread of possibility to question them. Because "history is history", and it's on this and that book, and how dare you question my word? Right? During tests, you learn to write not only exactly what's on the book, but also in the way your teacher likes it. Almost as if your test should be a caress to their egos, showing how much attention you paid and how well you can memorize dates and facts. Well, it's easy to live in that comfort zone. It's easier to accept that "if an old book says so..." and "if the book has been cited in the bibliography of so many other studies..." than to question it. This book that's exactly that. Put a question mark at the end of every fact that we know about our history. Although it has received some criticism and maybe this book will become another book that we have to question again, it surely changed my way of approaching historical facts and accepting truths imposed by old books or even people. A lie repeated a thousand times, doesn't necessarily become truth. And the history that we know now, was written by someone. That someone had interests, maybe they were the winners, maybe they benefited somehow by the interpretation, maybe they were just joking, maybe they were paid by someone, and a long etcetera. That's what this book can teach you. And it not only applies to history but for many other subjects. While reading this book, I felt a similar feeling than the one I got with "Astrophysics for People in a Hurry" by Neil deGrasse Tyson. I finished that book and wanted to call my old physics teacher to ask why he never ended his phrases with a simple (but tremendously motivating) "... at least that's what we know until now". I highly recommend this book. However, I would ask you to make a conscious effort to keep your mind really open to accepting different and contradictory versions from what you have heard until now about history. Are you ready to hear that the dictatorship was not so bad? Are you ready to hear that the European conquerors weren't the only bad guys of the movie? Go grab a whiskey before you start.

  10. 4 out of 5

    Jota-p

    Sempre que um autor se propõe a desconstruir os mitos e contrariar as ideias tendenciosas que ao longo dos anos certas historiografias (neste caso, a brasileira) criaram, é preciso ter muito cuidado, pois ele próprio tem tendência a criar uma historiografia própria e, como tal, subjectiva (o que se deveria evitar num livro que critica a falta de objectividade e os discursos tendenciosos que os livros didácticos, e não só, têm em relação a determinados assuntos). Posto isto, podemos dizer que, ti Sempre que um autor se propõe a desconstruir os mitos e contrariar as ideias tendenciosas que ao longo dos anos certas historiografias (neste caso, a brasileira) criaram, é preciso ter muito cuidado, pois ele próprio tem tendência a criar uma historiografia própria e, como tal, subjectiva (o que se deveria evitar num livro que critica a falta de objectividade e os discursos tendenciosos que os livros didácticos, e não só, têm em relação a determinados assuntos). Posto isto, podemos dizer que, tirando as frases sensacionalistas que foram mal elaboradas para figurar na contra-capa do livro, e tendo em conta que o próprio autor avisa na Introdução que o seu objectivo ao escrever este livro foi provocar (nas suas próprias palavras, "atirar tomates à historiografia politicamente correta"), o livro consegue cumprir o seu propósito. Talvez num ponto ou outro Leandro Narloch seja tendencioso, mas nunca deixa de ser sério e de se apoiar em documentos históricos ou estudos académicos confiáveis. Gostei de ler este livro. No entanto, devo acrescentar que me custa perceber a importância que se deu a este livro no mercado português quando foi editado (nomeadamente com a sua grande exposição nas montras de algumas livrarias em Lisboa). Na minha opinião, vendê-lo com a frase "Uma história que não pode ser contada sem falar de Portugal" parece-me pueril (se calhar podemos ir mais longe e dizer "interesseiro") por parte da editora. Os capítulos "Acre" (será que um português sabe a que se refere esta palavra?) e "Comunistas" (já para não falar do capítulo "Santos Dumont" e "Guerra do Paraguai") não têm grande relevância para o leitor comum português. É verdade que este livro tem muitas informações históricas que podem aumentar a nossa cultura geral, seja qual for a nossa nacionalidade. Por exemplo, no capítulo "Índios", ficamos a saber que a população indígena do Brasil não foi extinta no seu próprio território pelos europeus; o que aconteceu foi que muitos passaram a considerar-se "brasileiros" e, como tal, esqueceram a sua origem. De igual modo, a ideia dos índios como homens puros e em harmonia com a natureza antes da chegada dos portugueses é um mito, pois eles foram responsáveis pela extinção de muitas espécies animais e pela destruição de grandes áreas florestais. No entanto, a maior parte das informações dadas pelo autor interessarão mais ao público brasileiro do que ao público português. Concluindo: este é um livro que valerá a pena ser lido pelo público português pelo seu próprio valor e não porque se fala de Portugal lá pelo meio. Gostei também da "arrumação" dos textos no livro, com algumas notas humorísticas à margem, e de toda a edição geral (páginas pretas com curiosidades relacionadas com o texto principal, ou com ilustrações relativas ao conteúdo de cada capítulo).

  11. 5 out of 5

    Rachel G.

    I think the most interesting thing about this book was that it really forces you to think of how we learn about history and who decides how history is written. The best chapter that embodies this is about Aleijadinho, since it's possible that much of what people know about him may actually be created by writers and historians. This book tries to show that some of what Brazilians learn about their history is wrong, and tries to show the "real story." There were some very interesting parts - I thin I think the most interesting thing about this book was that it really forces you to think of how we learn about history and who decides how history is written. The best chapter that embodies this is about Aleijadinho, since it's possible that much of what people know about him may actually be created by writers and historians. This book tries to show that some of what Brazilians learn about their history is wrong, and tries to show the "real story." There were some very interesting parts - I think the chapter on writers was fascinating, since some of them had really interesting lives. But other chapters, like about the indigenous tribes and about the communists, were lacking in research and openly biased. The book in general is the kind of view you'll find in some of the upper middle class, right wing sectors of Brazil, and the author doesn't try to hide his views. It's always interesting to hear a different point of view, but this book seemed more ideological than being grounded in actual facts.

  12. 5 out of 5

    Davi Rezende

    Contestador. Só o fato de desmistificar diversos temas marcantes da história do Brasil já o faz ganhar destaque. É claro que tem um aspecto comercial e de querer chamar a atenção e, portanto, não se propõe a ser um livro mais sério, mas cumpre bem seu papel de divulgar a verdade (?) , ou pelo menos outras versões da história, bem mais lógicas e equilibradas, menos contaminadas pelas ideologias políticas ou pessoais de outros historiadores ou autores. Importante notar que o livro faz uma grande cola Contestador. Só o fato de desmistificar diversos temas marcantes da história do Brasil já o faz ganhar destaque. É claro que tem um aspecto comercial e de querer chamar a atenção e, portanto, não se propõe a ser um livro mais sério, mas cumpre bem seu papel de divulgar a verdade (?) , ou pelo menos outras versões da história, bem mais lógicas e equilibradas, menos contaminadas pelas ideologias políticas ou pessoais de outros historiadores ou autores. Importante notar que o livro faz uma grande colagem de outras livros de história, pois o autor não é historiador. Talvez o maior mérito mesmo tenha sido garimpar fatos politicamente incorretos de nossa história abordados em outras obras que, por algum motivo, não ganharam destaque editorial e as informações não vieram a público. Nota: 7.

  13. 4 out of 5

    Dalton Campos

    A história, imagino eu, está sempre mundando. Não que o passado mude, mas as interpretações mudam e muito. Nos últimos anos, tem acontecido uma grande revisão na história brasileira e, a parte mais visível dela, não vem dos historiadores e sim de jornalistas como Elio Gáspari, Eduardo Bueno, Laurentino Gomes e, agora, Leandro Narloch. Este Guia Politicamente Correto da História do Brasil não é um tratado histórico, nem mesmo um livro de história, mas é uma excelente, divertida e inteligente forma A história, imagino eu, está sempre mundando. Não que o passado mude, mas as interpretações mudam e muito. Nos últimos anos, tem acontecido uma grande revisão na história brasileira e, a parte mais visível dela, não vem dos historiadores e sim de jornalistas como Elio Gáspari, Eduardo Bueno, Laurentino Gomes e, agora, Leandro Narloch. Este Guia Politicamente Correto da História do Brasil não é um tratado histórico, nem mesmo um livro de história, mas é uma excelente, divertida e inteligente forma de divulgar o que os estudos mais recentes tem revelado. Se você, como eu, estudou entre os anos 80 e 90 e aprendeu todos os chavões simplistas sobre nossa monarquia, regime militar ou mesmo sobre a nossa cultura, essa é uma boa leitura para começar a questionar tudo que aprendeu.

  14. 5 out of 5

    Bárbara Hernandes

    Um livro bem escrito, divertido, interessante e aparentemente verídico - afinal de contas, o autor dá diversas fontes pra comprovar suas diversas teorias, como a de que a feijoada não é brasileira, que Aleijadinho é um personagem literário ou de que os índios se juntaram ao portugueses, entre outras coisas. O capítulo sobre a chegada dos portugueses particularmente me chamou a atenção por abrir o livro de maneira audaciosa e controversa.

  15. 4 out of 5

    Alexandra Herkenhoff

    O livro desmistifica grande parte da história do Brasil e com base em registros históricos. Mostra o lado real da nossa história, bem menos ideológica e fantasiosa. Nossos "heróis" nacionais são pessoas de carne e osso, com interesses políticos e econômicos (não diferente da realidade hoje). O autor possui uma linguagem de fácil entendimento, irônica e com um toque de humor. Achei excelente.

  16. 4 out of 5

    Vinicius Mota

    Interessante para agucar o senso critico, mas a intencao do autor e ser polemico, sem compromisso com a credibilidade das fontes utilizadas

  17. 4 out of 5

    Joao Nicolodi

    Em tempos de "escola sem partido" este livro representa bem a impossibilidade de trazer fatos históricos crus. É inquestionável a importância de trazer visões diferentes e mesmo fatos suprimidos sobre os mais diferentes contextos históricos, mas quando esses relatos se inserem no contexto de enaltecer sempre os "vencedores", relativizando acontecimentos incomparáveis, deve-se tomar cuidado. Questionar se os europeus têm culpa ativa no extermínio biológico de nativos brasileiros por doenças europe Em tempos de "escola sem partido" este livro representa bem a impossibilidade de trazer fatos históricos crus. É inquestionável a importância de trazer visões diferentes e mesmo fatos suprimidos sobre os mais diferentes contextos históricos, mas quando esses relatos se inserem no contexto de enaltecer sempre os "vencedores", relativizando acontecimentos incomparáveis, deve-se tomar cuidado. Questionar se os europeus têm culpa ativa no extermínio biológico de nativos brasileiros por doenças europeias (trazidas intencionalmente) é justo, mas equiparar os impactos de doenças e drogas americanas como a sífilis e do uso do tabaco (apresentado pelos indígenas) na sociedade europeia com àqueles causados pela colonização da América nas sociedades indígenas (pragas europeias e o álcool) é claramente irresponsável e uma tentativa de relativizar todo o processo de colonização. Também é conhecido o fato que os grupos indígenas eram guerreiros e usaram de alianças com os europeus para dominação militar da região, mas a destruição das sociedades e a erradicação da cultura indígena, devido ao genocídio e à dominação cultural (considerada pelo autor como um alinhamento voluntário à sociedade branca), também não pode ser justificado pela existência de índios que subiram nos escalões da sociedade - o real resultado é facilmente aferido pela exclusão de descendentes indígenas no Brasil atual. Outro exemplo é "justificar" (claro que essa palavra nunca foi utilizada, mas os argumentos mostram claramente ser essa a intenção) a escravidão pela complacência de negros alforriados que viravam senhores de escravos eles e elas mesmos e de príncipes africanos que forneciam os escravos, alegando uma normalidade social na prática. Ao contrário, além de mostrar um total desconhecimento da organização das sociedades africanas (que tinha uma forma totalmente diferente da sociedade mercantil europeia e foi por ela destruída pela chegada súbita da economia ocidental), isso só delata a monstruosidade de um sistema mundial complexo, que financiava uma indústria da guerra e da repressão no continente africano (financiamento depois substituido pela exploração de minérios no neocolonialismo e do petróleo + venda de armas no novo imperialismo), e se enraizou culturalmente nas colônias, contribuindo para as tensões sociais atuais. A passagem (a mais longa do livro) sobre as guerrilhas comunistas do século XX (tanto na República Velha com a Coluna Prestes quanto os grupos armados da ditadura militar e dos anos que a antecederam) também carrega uma simplificação exagerada, embora uma revisão importante, da história. Através de depoimentos e documentos já se sabe da truculência (principalmente internamente) dos grupos armados, e mesmo sua intenção de implantar governos totalitários inspirados em ditaduras comunistas, mas é importantíssimo ressaltar que a repressão não se deu de forma alguma apenas nos meios revolucionários armados: ela se estendeu a todas as mentes contrárias ao regime, não só na forma (ditadura militar sob a influência estadunidense) como no conteúdo (ao mesmo tempo estatizante e liberal, mas sob a lógica do capitalismo), fossem eles envolvidos ou não com qualquer tipo de revolta ou violência. O "reduzido" número de mortes mostra, sim, uma repressão e militarização menor que em diversas outras ditaduras, mas também é fruto das dimensões continentais do país (o que dificulta muito o controle e repressão), e mostra a atuação verdadeiramente limitada dos grupos guerrilheiros na sociedade. Os outros capítulos são menos polêmicos, e tratam principalmente da reescrita da história brasileira em meados da primeira metade do século passado na tentativa de criar uma identidade nacional, através da glorificação e até criação de música (samba), escritores e artistas. Aqui, como em todo o livro, a credibilidade é mista: uma revisão histórica é sempre bem vinda, principalmente para levantar questionamentos sobre o "inquestionável" e considerando a fraqueza de evidências de muitas das "verdades" consolidadas, mas o reduzido acervo bibliográfico consultado pelo autor em muitos casos não garantem uma confiabilidade plena e fazem dos argumentos, parciais como todo relato histórico, caminhos para uma mais aprofundada investigação.

  18. 4 out of 5

    Lucas Leite

    This is a brazilian book written in portuguese, and it was not yet translated to abroad languages. The title can be translated literaly as Politically Incorrect Guide of Brazilian History. Controversial Masochist As graduated in a Human Science for a Brazilian federal university and with center-leftist political inclinations, I can not - as usual - distance myself from the here written using the third person. Unveiled all preconception of political position of the author Leandro Narloch, an editor This is a brazilian book written in portuguese, and it was not yet translated to abroad languages. The title can be translated literaly as Politically Incorrect Guide of Brazilian History. Controversial Masochist As graduated in a Human Science for a Brazilian federal university and with center-leftist political inclinations, I can not - as usual - distance myself from the here written using the third person. Unveiled all preconception of political position of the author Leandro Narloch, an editor of Veja Magazine - bastion of right thinking and right-wing conservative - in the first instance I faced this reading as a healthy dialectical exercise. This can demonstrates an attempt to distance myself from dogmatism. It is true that the Politically Incorrect Guide of Brazilian History, promises to "throw tomatoes at national historiography" escaping the common sense of what is taught in schools every day by "Marxist teachers" about the Brazilian History. Narloch immediately certify that the purpose of the book is to denigrate the image of national exponents, and that will undoubtedly upset many. Another Narloch's promise is to escape the ideologues using only the factual and documented. And it is a breached promise. One of the things I learned with Professor Rui Moreira is that neutrality does not exist. Despite the large volume of sources and documents collected, and promise to stick to truth and facts, Narloch distills his provocative right-wing venom. So his defense to the "history without ideology" is impossible, and his own book is a concrete evidence. The truth is subjective and, therefore, inherent to the individual and ideological in nature. Is possible for the historian or journalist - as is the case - tell the story without give yours implicitly truth? This discussion is valid. The Positivist philosophy, aimed at scientific purism, is a crass example, failed in its ambitions, became a strong tool of the ruling classes of its time - the post-revolutionary French bourgeoisie Enlightenment. Sticking to the book: If the chapters "Indians", "Black" and "Empire" the author hits the dose of controversy avoiding manichaeism and bringing healthy discussions, there are other medium chapters as the "Samba", which creates a lot of fanfare in obvious, "Aleijadinho", "Writers," where more share gossip and rotten, as in the chapter on "Santos Dummont" who is attacked with homophobia and disdain incompatible with the life of this great Brazilian, whether or not the first man to fly, and "War of Paraguay," which in the search for culprits has no sensitivity against the destruction and complete carnage of a country. But Narloch miss badly in "Communist" for expressing a weak point of view based on his impressions to venture the possibility of a Communist Brazil, besides defending the Brazilian dictatorship with the argument that "kill bit". But the ugliest mistake is in "Acre ", where his arguments border on the pathetic to suggest that Brazil must get rid of the States in underperforming. Should be highlighted that at this point the author contradicts his own arguments as to say that Paraná - his homeland - was irrelevant and deficit when its spin-off of São Paulo, assumes that a State is important today. If the ufanistic patriotism/nationalism can be pathetic and stupid, the complete absence of this kind spirit sounds like ingratitude, lack of sense and social responsibility. And it is with disgust that I face the possibility of delivering with currency half of the country to the hands of others, as the author propose. With simple language and, sometimes, debauched, Politically Incorrect Guide of Brazilian History has its merits for inciting reflection and questioning about the Brazil's history to the wider public, but do several mistakes when the author decides to express outrageous opinions with the mere purpose of creating controversy. And controversy, as you know, sell. Therefore, it is recommended reading to "flea in his ear" - an expression to be in line with the accessible style of Narloch. *** Polêmico Masoquista Enquanto graduado em Ciência Humana por uma universidade federal brasileira e com inclinações políticas centro-esquerdistas , não posso – como é habitual – distanciar-me do aqui escrito utilizando a terceira pessoa. Desvelado de qualquer preconceito enquanto o posicionamento político do autor Leandro Narloch, um editor da Revista Veja – baluarte de certo pensamento direitista e conservador –, em primeira instância encarei a leitura como um saudável exercício dialético. O que demonstra tentativa de distanciar-me de dogmatismos. É verdade que Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, promete “atirar tomates na historiografia nacional” escapando ao senso-comum daquilo que é ensinado diariamente nas escolas por “professores marxistas e/ou ranzinzas” sobre a História do Brasil. Narloch atesta de imediato que o objetivo do livro é denegrir a imagem de expoentes nacionais, e que irá, sem dúvida, incomodar muitos. Outra promessa de Narloch é escapar dos ideologismos recorrendo apenas ao factual e documentado. E é neste ponto descumpre o prometido. Uma das coisas que pude aprender com o Professor Ruy Moreira é que a neutralidade não existe. Não obstante o grande volume de fontes e documentos levantados, e a promessa de se ater a verdade e fatos, Narloch destila seu provocativo veneno com ranço direitista. De modo que a defesa de uma “História sem ideologia” é impossível, e o seu livro uma prova concreta. A verdade é algo subjetivo e, por isso, inerente ao indivíduo e ideológica por natureza. Existe possibilidade do historiador ou jornalista - como é o caso -, narrar a História sem a emitir implicitamente a sua verdade? Essa discussão é válida. A Filosofia Positivista, que objetivava o purismo científico, é um exemplo crasso, falhou em suas ambições tornando-se forte ferramenta das classes dominantes de seu tempo – a saber, a burguesia francesa pós-revolução iluminista. Atendo-se ao livro: Se nos capítulos “Índios”, “Negros” e “Império” o autor acerta a dose da polêmica evitando maniqueísmos e trazendo discussões saudáveis, existem outros medianos como o “Samba”, que cria muito alarde no óbvio, “Aleijadinho”, “Escritores”, onde mais compartilha fofocas e podres, assim como no capítulo sobre “Santos Dummont,” que é atacado com homofobia e desdém incompatíveis com a vida deste grande brasileiro, quer seja ou não o primeiro homem a voar, e “Guerra do Paraguai”, que na busca de culpados não tem sensibilidade frente à destruição e hecatombe completa de um país, por mais burocrático e rural que seja. Mas Narloch erra feio em “Comunistas”, por expressar um ponto de vista fraco, baseado nas suas impressões ao aventar a possibilidade de um Brasil Comunista, além de defender a Ditadura Brasileira com argumento de que “matou pouco”; erra mais feio em “Acre” onde seus argumentos beiram o patético ao propor que o Brasil se livre dos Estados que hoje dão prejuízo a União. Convém ressaltar que neste ponto o autor contradiz os próprios argumentos, pois ao afirmar que o Paraná – sua terra natal – foi irrelevante e deficitário quando de seu desmembramento de São Paulo, assume que hoje é um Estado importante. Se o patriotismo/nacionalismo ufânico pode ser patético e estúpido, a completa ausência deste espírito soa como ingratidão, falta de senso e responsabilidade social. E é com repúdio que encaro a possibilidade de entregar com premiação metade do território nacional às mãos alheias, como o autor propõe. Com uma linguagem simples e debochada, Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil tem seus méritos por incitar a reflexão e questionamento sobre a História do Brasil para o grande público, mas erra feio, muito feio, quando o autor decide-se por expressar opiniões esdrúxulas com o mero intuito de criar polêmica. E polêmica, como sabem, vende. Por isso, recomenda-se a leitura com “pulga atrás da orelha” – expressão para coadunar com o estilo acessível de Narloch.

  19. 4 out of 5

    Fernando De Lima

    This review has been hidden because it contains spoilers. To view it, click here. Conheci o trabalho do autor em outro livro da mesma série “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo” e ele é um contraponto ao estereótipo padrão do professor de história do ensino médio querendo convencer a rapaziada que os movimentos de guerrilha no Brasil eram legais e lutavam por liberdade. Com base nos dois livros fica claro que o autor é imparcial e claramente tendencioso a filosofia liberal e capitalista. Se parar pra pensar que nesse meio a maioria é o oposto é super produtivo p Conheci o trabalho do autor em outro livro da mesma série “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo” e ele é um contraponto ao estereótipo padrão do professor de história do ensino médio querendo convencer a rapaziada que os movimentos de guerrilha no Brasil eram legais e lutavam por liberdade. Com base nos dois livros fica claro que o autor é imparcial e claramente tendencioso a filosofia liberal e capitalista. Se parar pra pensar que nesse meio a maioria é o oposto é super produtivo para a formação de opinião dos interessados. Quem ler vai entender exatamente como pensa um anti-comunista e se identificar com essa forma de pensamento ou até se opor as argumentações. Vale a pena a leitura pra conhecer fatos históricos interessantíssimos e quebrar mitos que ainda hoje são ensinados de forma equivocada nas escolas. Eu desmistifiquei muita coisa com esse livro onde destaco a relação dos indígenas com os portugueses, as inverdades sobre Santos Dumont e as reais motivações de grupos de esquerda contra a ditadura militar no Brasil. No entanto, o que me impediu dar 4 estrelas foi a narrativa parcial e subjetiva do autor. Antes de ler esse livro eu havia lido outros dois sobre o império do Brasil e a história dos EUA, ambos autores estadunidenses e me agrada muito a apresentação dos fatos de forma que o leitor por si só tira suas conclusões. O Leandro exagera na linguagem informal e na forma agressiva de expressar suas opiniões, pode agradar outras pessoas mas não a mim em particular. Um exemplo disso é o capitulo sobre o Acre, o final do capitulo é desrespeitoso com os brasileiros do Norte e até Nordeste e promove um discurso bairrista que não leva a lugar nenhum em um tempo de globalização e união de países em blocos econômicos para um melhor desenvolvimento dos povos. Mesmo assim, a leitura é valida e tem muito a acrescentar intelectualmente.

  20. 4 out of 5

    Igor

    Abordagem interessante do autor, mas que leva a conclusões equivocadas Livro interessante e provocador. Pontos positivos: 1) Foi corajoso ao enfrentar temas tão profundamente enraizados na nossa cultura; 2) Aborda passagens desconhecidas como nos primeiros 150 anos do Brasil colônia; 3) Desafia o status quo, exigindo uma abordagem mais madura e isenta da nossa história. Pontos negativos: 1) Falta de coerência em alguns julgamentos: da mesma forma que o autor justifica determinados atos de época com b Abordagem interessante do autor, mas que leva a conclusões equivocadas Livro interessante e provocador. Pontos positivos: 1) Foi corajoso ao enfrentar temas tão profundamente enraizados na nossa cultura; 2) Aborda passagens desconhecidas como nos primeiros 150 anos do Brasil colônia; 3) Desafia o status quo, exigindo uma abordagem mais madura e isenta da nossa história. Pontos negativos: 1) Falta de coerência em alguns julgamentos: da mesma forma que o autor justifica determinados atos de época com base na cultura daquele tempo (o que é verdade), condena outros com base num raciocínio contemporâneo. Fica parecendo que possui uma agenda e deve mantê-la a qualquer custo; 2) Concordo que “heróis” foram construídos com base em poucas (senão uma) referência(s) e a partir de interesses políticos. Mas também não podemos destruir determinadas personalidades com base também em poucas (ou uma) referência(s). Ex: não concordo com o ataque a Santos Dumont. Concordo que ele não é o “pai da aviação”, mas também não foi irrelevante ou uma farsa como o livro deixa a atender. 3) Apesar de ser interessante tentar mostrar a história de forma leve e simplificada, acaba por destorcer os fatos ao banalizar determinados personagens e momentos históricos que são muito complexos. Assim, apesar de concordar com muitas colocações do autor, como o fato da história ter sido destorcida por muitos grupos durante o século XX, a “verdade” não é simples e talvez leve a conclusões indesejadas para todos. Já que nós todos tempos preferências e preconceitos que talvez não estejamos dispostos a abrir mão – assim a “verdade” será aquela mais conveniente para cada indivíduo dependendo da sua posição econômica, racial, religiosa e moral.

  21. 5 out of 5

    Victor Oliveira

    Ótimo livro, uma verdadeira aula de como os brasileiros têm dedo podre para escolher seus heróis. Como o próprio autor se propõe o livro é uma provocação, e muito boa por sinal, que pode fazer com que alguns que discordam de suas ideias escrevam pérolas como: "esse livro não presta, pq tem muitos artigos científicos como fonte", os quais você pode encontrar em alguns reviews nesta mesma rede social. 🤦🏻‍♂️ Tal absurdo só retrata o nível de provocação que esse livro pode gerar. Apesar de achar o c Ótimo livro, uma verdadeira aula de como os brasileiros têm dedo podre para escolher seus heróis. Como o próprio autor se propõe o livro é uma provocação, e muito boa por sinal, que pode fazer com que alguns que discordam de suas ideias escrevam pérolas como: "esse livro não presta, pq tem muitos artigos científicos como fonte", os quais você pode encontrar em alguns reviews nesta mesma rede social. 🤦🏻‍♂️ Tal absurdo só retrata o nível de provocação que esse livro pode gerar. Apesar de achar o capítulo sobre Samba com certos exageros negativos, é um livro envolvente de leitura fluida. Recomendo.

  22. 4 out of 5

    Murilo

    O livro mostra e prova os fatos narrados com fontes bibliográficas confiáveis, separa o que é História do que é ficção e principalmente desloca o panfleto político partidário com apropriações históricas para falsificar as mesmas. É um pontapé para entender a história do Brasil já que o autor cita dezenas de livros para cada assunto abordado, ou seja, este livro é um livro para uma vasta bibliografia sobre o assunto. Não é toa que este livro tira do sério professores de todos os níveis, afinal nã O livro mostra e prova os fatos narrados com fontes bibliográficas confiáveis, separa o que é História do que é ficção e principalmente desloca o panfleto político partidário com apropriações históricas para falsificar as mesmas. É um pontapé para entender a história do Brasil já que o autor cita dezenas de livros para cada assunto abordado, ou seja, este livro é um livro para uma vasta bibliografia sobre o assunto. Não é toa que este livro tira do sério professores de todos os níveis, afinal não podem refutar, então atacam o autor e não a obra. O que prova que este livro tem que ser lido.

  23. 5 out of 5

    Rodger Rocha

    Um livro com uma ideia tão boa mas que se perdeu em meio aos comentários imbecis do autor. Diversos pontos poderiam ter ficados apenas aos fatos históricos como o caso do assunto no Acre mas tinha que alguma menosprezar o estado e entregar a informação. Bom, se você quiser perder tempo, então vai em frente, porém não recomendo. Vou tentar ler os outros da série para ver se este livrocé um caso isolado ou todos da série são desta forma

  24. 5 out of 5

    Murilo Detogne

    Excelente leitura - o autor tem o cuidado de provar e colocar todas as fontes das informações apresentadas. Serve de livro introdutório para iniciar o aprofundamento sobre a história do Brasil e desmonta a cartilha ideologica planfletaria que se tornou o ensino da histoiografia nacional nas salas de aula.

  25. 4 out of 5

    Diego Rodrigues

    Muito bom, como próprio nome diz, um guia básico para qlqer pessoa conseguir conversar sobre futebol. A diagramação do livro eh perfeita com todas as ilustrações e fonte grande, o que ajuda muito na leitura!

  26. 5 out of 5

    Lucas Oleiro

    Não existe fantasia no passado. A nobreza é dispersa e manifestada por indivíduos. Sei que gosto ainda mais dos jesuítas, de Antônio Conselheiro e de chorinho. Gosto ainda menos de ícones políticos, de nacionalismo e de samba e carnaval.

  27. 4 out of 5

    Arthur Moretão

    Leitura interessante com diversas curiosidades e novas visões sobre momentos e personagens históricos brasileiros. Não verifiquei fontes, mas surpreendentes os paradigmas quebrados.

  28. 5 out of 5

    Daniel Ribeiro

    Nunca vi um livro com tanta falácia em toda minha vida.

  29. 5 out of 5

    Brefe Carlos

    Muito bom para desfazer muitos mitos e inverdades que nos ensinaram na escola!

  30. 4 out of 5

    Alexandre Militão

    Todos precisam ler

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